Eu Divino

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Eu Divino

Mensagem  Malux em Sab Maio 14, 2011 2:29 pm


Deus fez o universo a sua semelhança, como também fez o homem a sua semelhança.
O universo é o macrocosmo, o homem é microcosmo.
Ora tudo que existe no macrocosmo, também está contido dentro do microcosmo.
Há no homem a vida vegetativa, os desejos e sentidos dos animais, a razão angelical e a compreensão divina. Podemos chamar o homem de ”todas criaturas”.
Ora pode entrar em sintonia com sua parte angelical e ser como o anjo, entrar em sintonia com um animal e ser como um animal, ou entrar em afinidade com a sua parte demoníaca e ser como um demónio.

Quando o Aleister Crowley disse que os demónios eram parcelas do cérebro humano, ele estava apenas a se referir ao microcosmo e ao aspecto demoníaco que cada homem possui em si.

O homem também pode entrar em sua sintonia com o seu aspecto animal e se deixar ser guiado exclusivamente pelos instintos de sobrevivência e reprodução.
O homem porém ao contrário dos animais foi lhe dado a quinta-essência, ou quinto elemento, que distingui-o de todos animais.

A partir da quinta-essência representada pelo pentagrama, a sua essência divina


O homem contêm em si, coisas que são de Deus, o homem possui uma natureza divina.
Como São Paulo diz, tu és o templo de Deus.
Há quem diga que os demónios odeiam o homem pela sua semelhança divina, mas deixemos essas histórias de lado.
A semelhança de Deus foi um presente quem nem foi garantido aos anjos.


“O que está em cima é como o que está em embaixo e o que está embaio é como o que está
em cima”, pelo uso da sua semelhança divina o homem pode se conectar Deus, pode tal ele atingir qualidades como onipotência e onipresença, etc…


Como já foi referido o pentagrama é um dos símbolos que simboliza o aspecto divino do ser humano, assim entendesse o uso do pentagrama no ritual menor do pentagrama da Golden Dawn e vibração de nomes divinos, nomes utilizados Deus ou que representam Deus.

Onde está o foco as mudanças procedem.e onde a consciência se estabelece, e o pentagrama com a ponta para cima está a apontar para altíssimo, para essência superior do ser humano, como diz um antigo iniciado “não há uma parte de mim que não seja dos Deuses”.

Mas não é para falar dos sistemas relativamente modernos que criei este post, mas para perceber a lógica dos antigos grimórios ou até da“falta dela”.
Esta ideias que falo aqui estão presentes em escritos do século 17, 16 e ai por ai fora, e quando se alguém ler um grimório como a goetia já sabe porque supostamente um "reles" ser humano têm autoridade sobre criatura de tal gabarito.

O aspecto divino do ser humano, especialmente nas ordens magickas modernas já começa a ser separado do um ser exterior, e Crowley contribui-o muito com essa noção.

Segundo Aeon de Horus proclamado por Crowley "não existe Deus senão o Homem", o Homem é o seu próprio Deus e o centro de seu próprio Universo, pois não há dualidade entre Homem e Deus, visto que Deus não está fora do Homem e sim dentro dele, sendo a manifestação mais pura do ser. Homem e Deus são Um, ou seja Nenhum, o equilíbrio perfeito, a interação entre o micro e o macrocosmo.

Tal como o homem, o mundo também foi feito a semelhança divina, isso significa que as pedras e metais têm correspondências com as ervas, as ervas com os animais, os animais com os céus, os céus com as Inteligências, as Inteligência com as propriedades e atributos Divinos, e por sua vez correspondência com o próprio Deis, que a partir da sua Imagem e semelhança, o homem e todas coisas foram criadas.
Por essa lógica Deus ou pelo menos parte da sua essência está mesmo presente em todo lado.


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Re: Eu Divino

Mensagem  Malux em Ter Maio 24, 2011 10:02 pm

Há alguns pontos importantes que faltam clarificar.
Quando as mais diversas correntes iniciáticas, identificam o aspecto divino não o vêem como um dado adquirido pronto a ser usado, vêem antes como algo que deve ser trabalhado.
Seja com meditações, yoga, rituais do pilar do meio díários como no sistema na Golden Dawn, desenvolvimento virtudes, ou até reza e devoção fervorosa diária como até é feito em sistemas bastante antigos como o do mago abramelin.
Só na "New Age" é uma pessoa atinge o seu Eu Divino e o diabo a 4 sem qualquer trabalho externo como interno, com uma simples rezas esporádica.
Quer seja uma despertar de uma potencialidade imanente no ser humano ou uma condição criada de raiz, é um caminho longo a percorrer que exige esforço e sacrifícios.

Se utilizarmos uma analogia, esse é processo alquímico de transformar chumbo em ouro.
Quanto mais uma pessoa se aproximar da divindade, mais lhe é possível ver e realizar.

Quanto ao chegar ao aspecto divino, há duas escolas de pensamento diferentes; o caminho da mão esquerda e o caminho da mão direita.
O caminho da mão direita está mais relacionado com o que é chamado tradicionalmente de magia branca e com a espiritualidade tradicional, e procura união com o divino.
O caminho da mão esquerda está mais relacionado com o que é chamado tradicionalmente de magia negra, e procura atingir uma existência divina indepedente de Deus.
O caminho da mão direita procura subjugar-se as forças divinas, o caminho da esquerda firmar a sua individualidade.









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