Há alguma meta para a Criação?

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Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  EGOSUPRI em Sex Dez 21, 2012 1:30 am

IN CRUCE SALUS

Queridos amigos e amigas, venho perguntar-vos o que é para vocês a última meta da criação.
O Homem tem motivo de existência? Sim, qual? Não, porquê?

Para Maior Glória de Deus!

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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  Tininha em Sex Dez 21, 2012 10:24 am

A última meta para a criação?... E será que há uma meta específica a atingir ? Neutral

Recuando a tempos mais remotos, desde a criação do Universo, o que tem acontecido? constante mutação. A transformação resulta da necessidade de adaptação do homem ao meio e às condições, e exige capacidades de desenvolvimento e de raciocínio, de resposta cada vez maiores, e exige que o Homem se descubra a si mesmo.

Acho que pode existir um propósito, o da evolução do Homem em vários planos (físico, mental, espiritual).

Mas não uma meta final ou objectivo que se atinge. Ou então que se atinge a partir do momento em que o Homem se predispõe à mudança.

O tempo e condições que vivemos, é em minha opinião um ciclo de retrocesso no processo de evolução da Humanidade.
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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  Malux em Sex Dez 21, 2012 4:01 pm

Bom tópico.

O que EGO SUPRI acha que sucederá quando for atingido esse objectivo final?

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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  EGOSUPRI em Dom Dez 23, 2012 3:32 am

Malux escreveu:Bom tópico.

O que EGO SUPRI acha que sucederá quando for atingido esse objectivo final?

Gostaria de ler primeiro a opinião do Malux Laughing
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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  claryy em Dom Dez 23, 2012 5:06 pm

O Homem tem motivo de existência? Sim, qual? Não, porquê?

Para mim existe sim um motivo, não acredito e sinceramente acharia ridículo (desastroso na real) estarmos aqui somente para crescer, se multiplicar, viver a vida e no final dela morrer e puff acabou rsrs.. Ah claro sem citar aqueles papos de julgamentos post mortem.. Evil or Very Mad

Concordo com a Tininha, a evolução do homem é o sentido da existência, é a lógica, precisamos da evolução espiritual e mental, quanto ao físico eu penso nele somente como um "vehiculum" rsrsrs..
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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  EGOSUPRI em Seg Dez 24, 2012 2:55 pm

Tininha escreveu:A última meta para a criação?... E será que há uma meta específica a atingir ? Neutral

Recuando a tempos mais remotos, desde a criação do Universo, o que tem acontecido? constante mutação. A transformação resulta da necessidade de adaptação do homem ao meio e às condições, e exige capacidades de desenvolvimento e de raciocínio, de resposta cada vez maiores, e exige que o Homem se descubra a si mesmo.

Acho que pode existir um propósito, o da evolução do Homem em vários planos (físico, mental, espiritual).

Mas não uma meta final ou objectivo que se atinge. Ou então que se atinge a partir do momento em que o Homem se predispõe à mudança.

O tempo e condições que vivemos, é em minha opinião um ciclo de retrocesso no processo de evolução da Humanidade.

claryy escreveu:O Homem tem motivo de existência? Sim, qual? Não, porquê?

Para mim existe sim um motivo, não acredito e sinceramente acharia ridículo (desastroso na real) estarmos aqui somente para crescer, se multiplicar, viver a vida e no final dela morrer e puff acabou rsrs.. Ah claro sem citar aqueles papos de julgamentos post mortem.. Evil or Very Mad

Concordo com a Tininha, a evolução do homem é o sentido da existência, é a lógica, precisamos da evolução espiritual e mental, quanto ao físico eu penso nele somente como um "vehiculum" rsrsrs..

Também concordo com vossa visão. E tal como o Malux perguntou, após o Homem cumprir-se no grande plano evolutivo, o que acontece?
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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  claryy em Seg Dez 24, 2012 3:39 pm

É complicado responder certamente né rsrs, mas acho que o mesmo acaba ajudando outros a conseguir a mesma evolução espiritual, fortalecendo uma egrégora e contribuindo com a manutenção do universo, afinal ele é todo energia e somos energia! Neutral
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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  EGOSUPRI em Seg Dez 24, 2012 6:18 pm

claryy escreveu:É complicado responder certamente né rsrs, mas acho que o mesmo acaba ajudando outros a conseguir a mesma evolução espiritual, fortalecendo uma egrégora e contribuindo com a manutenção do universo, afinal ele é todo energia e somos energia! Neutral

Eu creio na Reintegração da Unidade. Do Uno viemos e ao Uno voltaremos. E depois... bem... recomeça um novo ciclo, sempre mais perfeito de o anterior. Smile
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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  Tininha em Qua Dez 26, 2012 9:41 am

EGOSUPRI escreveu:

Também concordo com vossa visão. E tal como o Malux perguntou, após o Homem cumprir-se no grande plano evolutivo, o que acontece?

Francamente não tenho opinião deliberada acerca do que acontece após o cumprimento evolutivo... mas colocando a hipótese, inclino-me mais para a visão da colega Claryy
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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  Malux em Qui Dez 27, 2012 12:29 pm

Nós não precisamos de nada exterior para nós dar significado, porque nós podemos criar o nosso próprio significado.
Se o objectivo é caminharmos para um objectivo final e conforma-nos a esse objectivo final interiamente, então o objectivo é final é
caminharmos para a escravidão.
A vida não precisa de ter um sentido além da vida, porque a vida já como é pode ser imensamente gratificante.


Se o objectivo é a evolução do homem, quero que alguém defina por palavras claras o que é um homem evoluído.
Eu preciso de conteúdo para contra-argumentar, certamente não querem que assuma o que vocês pensam porque existem
imensas alternativas de pensamento.
Segundo o meu ponto de vista a Necessidade um objectivo exterior ao indíviduo pode ser representar a necessidade
de evoluir.



Se eu criar uma casa, ela é criada de maneira ordenada. De onde vêem a ordem? Da minha mente, de mim.
Dizem que existe um criador que dá ordem as coisas. Quem criou Deus?
Podem dizer que Deus sempre existiu, então eu também posso dizer que a ordem sempre existiu.
A ordem original não precisaria de ser nada de muito complexo, nem inteligente, inicialemnte poderia ser apenas uns atómos que se atraim uns aos outros.
OU seja em vez de a evolução progredir do Deus mais elevado que sabe tudo, ela poderia progredir debaixo.
Para ter todos componentes básicas para criar uma ordem como temos agora bastaria falar de uma Vontade para se Preservar e de uma Vontade de Poder, que sempre existiram desde sempre.
Poderiam existir váriaS Vontades de Poder, e a colisão entre elas daria a ilusão de progresso.


EGOSUPRI escreveu:
claryy escreveu:É complicado responder certamente né
rsrs, mas acho que o mesmo acaba ajudando outros a conseguir a mesma
evolução espiritual, fortalecendo uma egrégora e contribuindo com a
manutenção do universo, afinal ele é todo energia e somos energia! Neutral

Eu
creio na Reintegração da Unidade. Do Uno viemos e ao Uno voltaremos. E
depois... bem... recomeça um novo ciclo, sempre mais perfeito de o
anterior. Smile

Um ciclo mais perfeito em que pessoas tomaria sempre a opção mais perfeita no ponto vista moral, então não haveria muita escolha.


Eu posso colocar aqui o criticismo do Crowley ao Um que penso que é relevante para o tema.

Crowley escreveu:
"It seems to me that this doctrine is based upon a sorites of doubtful validity. To tell you the hideously shameful truth,
I hate this doctrine so rabidly that I can hardly trust myself to present it fairly! But I will try. "
... I have to admit the "poetry" of the idea; but there is something in me which vehemently rejects it with excruciating and vindictive violence
. Possibly, this is because part of our own system runs parallel with the first equations of theirs.
- Em Magick Without Tears, sobre o monoteísmo

Crowley escreveu:
" Is it not the very essence of our original Sorites that the Many must be reducible to the One? They see how awkward this is; so the "devil"
of the Dualist is emulsified and evaporated into "illusion;" what they call "Maya" or some equivalent term.

"Reality" for them consists solely of Brahman, the supreme Being "without quantity or quality." They are compelled to deny him all attributes,
even that of Existence; for to do so would instantly limit them, and so hurl them headlong back in to Dualism. All that of which we are aware
must obviously possess limits, or it could have no intelligible meaning for us; if we want "pork," we must specify its qualities and quantities;
at the very least, we must be able to distinguish it from "that-which-is-not-pork.""
´
- Em Magick Without Tears, sobre o monoteísmo"


Não vale apena esta a citar a citar enormes porções de texto, podes ver o pensamento de Crowley aqui:
http://hermetic.com/crowley/magick-without-tears/mwt_05.html

Basicamente Crowley substitui a equação 1=2 por 0=2.


Basicamente o objectivo do monoteismo é separação a ilusão da dualidade, por isso a ideia de superar e de escapar deste mundo.
Enquanto houver 2 almas diferentes, o objectivo do monoteismo não é realizado.
Aniquilação da individualidade é progresso?
Na minha óptico não é, por isso penso que definam progresso evolutivo.
A evolução passa por uma pessoa se tornar cada vez mais "bonzinha" ? O cúmulo da evolução é tornamo-nos numa pessoa como a Madre Teresa Calcuta?

Eu já pessoa moralmente aceitavél, quer dizer não cometo as faltas mais graves como roubar, matar, etc...
Eu preciso sim de evoluir noutros campos não morais, preciso de evoluir intelectualmente, preciso de apreender a enfrentar os meus medos, combater a minha preguiça, etc...
Acho que os outros podem viver perfeitamente com o meu grau de evolução moral, quer dizer, não dou muito para caridade.
Ajudar os outros passa por atenuar-lhes o sofrimento?

Há dois casos de sofrimento:
1- Sofrimento Necessário - Se é sofrimento necessário para as outras pessoas apreenderem a lição, porque vou tirar-lhes o sofrimento?
2- Sofrimento Desnecessário - Se é sofrimento desnecessário porque Deus todo poderoso não ajuda já que ele é infinitamente mais poderoso do que eu?


Por outro lado, se a individualidade fosse aniquilada também perderia graça.
Quando perguntei porque não nascessemos já perfeitos o EGOSUPRI disse que havia prazer em fazer o esforço, ora ai está pois bem o objectivo da realidade: fazer o esforço, lutar, mas sem nunca perder individualidade.

Como Crowley diz:
"A alegria da vida consiste no exercício das próprias energias, o crescimento contínuo, a mudança constante, o gozo de cada nova experiência. Parar significa simplesmente morrer. "

Se chegamos a um fim já não há mudança, nem crescimento.


claryy escreveu:É complicado responder certamente né rsrs, mas acho que o
mesmo acaba ajudando outros a conseguir a mesma evolução espiritual,
fortalecendo uma egrégora e contribuindo com a manutenção do universo,
afinal ele é todo energia e somos energia! Neutral


Hmm? Passar a eternidade a ajudar os outros a evoluirem espiritualmente?
Isso não escapa a questão, porque há de chegar um tempo em que todos evoluiram para o nível máximo ou não? Ou nascerão sempre novas almas imperfeitas?

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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  EGOSUPRI em Sex Dez 28, 2012 3:13 am

Malux escreveu:Nós não precisamos de nada exterior para nós dar significado, porque nós podemos criar o nosso próprio significado.
Se o objectivo é caminharmos para um objectivo final e conforma-nos a esse objectivo final interiamente, então o objectivo é final é
caminharmos para a escravidão.
A vida não precisa de ter um sentido além da vida, porque a vida já como é pode ser imensamente gratificante.

Sem sentido, não há ordem. Aquele que não coloca metas à sua frente nunca andará para a frente. Até os animais têm pequenas metas, mas elas não vão muito além da reprodução, alimentação e protecção. O Homem, para além dessas têm outras preocupações mais sofisticadas, uma delas são as suas aspirações espirituais (quiçá as mais elevadas ou mais difíceis de concretizar). Não quer dizer que nós saibamos exactamente em que consiste a derradeira meta espiritual, neste ciclo de desenvolvimento. Mas fazemos uma "pálida ideia". E ela impele-nos a agir para caminhar em direcção dela. Se não levasse não produziria efeitos nenhuns, nenhum homem se dedicaria a melhorar o seu conhecimento, a mudar o seu estilo de vida, os seus hábitos, a dominar as suas emoções, etc. Ter um objectivo ou meta a cumprir é tão escravizante como não ter nada a alcançar. Um é escravizado pelo intelecto, outro pelas necessidades físicas e rudimentares do corpo físico. Aquele que escolhe o modo como quer viver é senhor de si próprio, quer escolhendo o plano ideológico ou material, pois é ele quem escolhe.


Malux escreveu:Se o objectivo é a evolução do homem, quero que alguém defina por palavras claras o que é um homem evoluído.
Eu preciso de conteúdo para contra-argumentar, certamente não querem que assuma o que vocês pensam porque existem
imensas alternativas de pensamento.
Segundo o meu ponto de vista a Necessidade um objectivo exterior ao indíviduo pode ser representar a necessidade
de evoluir.

Não posso dizer-lhe concretamente o que é um Homem evoluido, pois nunca vi nenhum nas porpoções que falamos. Mas posso apontar os inúmeros sistemas físicos e culturais que temos vindo a desenvolver desde os primatas mais antigos antigos até ao Homo Sapiens. Temos vindo a observar que o Homem vem a descobrir e a aperfeiçoar várias qualidades que permaneciam em germen dentro de si. Acredito que esta é a hora do Homem descobrir e intensificar aquilo que permanece escondido desde sempre e que se relaciona com faculdades metafísicas, psíquicas e espirituais. A concepção de Homem evoluído, para mim, é um ser totalmente desenvolvido. Perfeitamente equilibrado e dominador dos diversos corpos que as ciências herméticas falam.


Malux escreveu:Se eu criar uma casa, ela é criada de maneira ordenada. De onde vêem a ordem? Da minha mente, de mim.
Dizem que existe um criador que dá ordem as coisas. Quem criou Deus?
Podem dizer que Deus sempre existiu, então eu também posso dizer que a ordem sempre existiu.
A ordem original não precisaria de ser nada de muito complexo, nem inteligente, inicialemnte poderia ser apenas uns atómos que se atraim uns aos outros.
OU seja em vez de a evolução progredir do Deus mais elevado que sabe tudo, ela poderia progredir debaixo.
Para ter todos componentes básicas para criar uma ordem como temos agora bastaria falar de uma Vontade para se Preservar e de uma Vontade de Poder, que sempre existiram desde sempre.
Poderiam existir váriaS Vontades de Poder, e a colisão entre elas daria a ilusão de progresso.

Se criar uma casa, irá primeiramente faze-lo em sua mente. Depois irá esboçar um projecto - durante esse processo irá apagar e rectificar vários elementos. Depois passará para a edificação e aí poderá dar conta de várias imperfeições e improvisar algumas alterações imprevistas. A matéria é a prova dos nove.. Nem tudo aquilo que pensamos é materializado tal e qual como nos surgiu na mente pela primeira vez. Mas tenho a certeza que num próximo projecto, quem passou pelo processo citado, vai ter outros olhos e outro tipo de cuidados de forma a não correr os mesmos erros Laughing

Quem lesse o exemplo poderia atribuir, a cada fase da criação, vários operários.
O empreendedor- que deseja construir uma casa
O Arquitecto - Contratado pelo empreendedor para desenhar aquilo que o empreendedor deseja
O Empreiteiro - Contratado para organizar a construção
Os operários - que construirão tudo conforme as ordens do empreiteiro

Na Cabala podemos trocar facilmente estes papeis por Deus e as demais hierarquias angélicas.

Malux escreveu:
Um ciclo mais perfeito em que pessoas tomaria sempre a opção mais perfeita no ponto vista moral, então não haveria muita escolha.

Não só no moral. Provavelmente os nossos tecidos físicos seriam mais resistentes, mais eficientes contra o tipo de doenças que temos hoje.
A grande Inteligencia, que tudo guarda em si, na sua memória Akashica, encarregar-se-ia de fornecer-nos melhores "códigos" para a nossa formação em todos os sentidos, tal qual como nosso subconsciente.


Malux escreveu:
Eu posso colocar aqui o criticismo do Crowley ao Um que penso que é relevante para o tema.

Crowley escreveu:
"It seems to me that this doctrine is based upon a sorites of doubtful validity. To tell you the hideously shameful truth,
I hate this doctrine so rabidly that I can hardly trust myself to present it fairly! But I will try. "
... I have to admit the "poetry" of the idea; but there is something in me which vehemently rejects it with excruciating and vindictive violence
. Possibly, this is because part of our own system runs parallel with the first equations of theirs.
- Em Magick Without Tears, sobre o monoteísmo

Crowley escreveu:
" Is it not the very essence of our original Sorites that the Many must be reducible to the One? They see how awkward this is; so the "devil"
of the Dualist is emulsified and evaporated into "illusion;" what they call "Maya" or some equivalent term.

"Reality" for them consists solely of Brahman, the supreme Being "without quantity or quality." They are compelled to deny him all attributes,
even that of Existence; for to do so would instantly limit them, and so hurl them headlong back in to Dualism. All that of which we are aware
must obviously possess limits, or it could have no intelligible meaning for us; if we want "pork," we must specify its qualities and quantities;
at the very least, we must be able to distinguish it from "that-which-is-not-pork.""
´
- Em Magick Without Tears, sobre o monoteísmo"


Não vale apena esta a citar a citar enormes porções de texto, podes ver o pensamento de Crowley aqui:
http://hermetic.com/crowley/magick-without-tears/mwt_05.html

Basicamente Crowley substitui a equação 1=2 por 0=2.


Basicamente o objectivo do monoteismo é separação a ilusão da dualidade, por isso a ideia de superar e de escapar deste mundo.
Enquanto houver 2 almas diferentes, o objectivo do monoteismo não é realizado.
Aniquilação da individualidade é progresso?
Na minha óptico não é, por isso penso que definam progresso evolutivo.
A evolução passa por uma pessoa se tornar cada vez mais "bonzinha" ? O cúmulo da evolução é tornamo-nos numa pessoa como a Madre Teresa Calcuta?

Confesso que não compreendo bem o problema que está a colocar face ao monoteísmo. Não obstante disso, deixe dizer que a aniquilação da individualidade é algo que fatidicamente terá que acontecer se o nosso destino for a nossa origem (que é obrigatoriamente UNA). Mas isso só pode acontecer em Tipheret, mas até lá precisamos do nosso Ego bem intacto! Caso o Ego se dissolva antes desse ponto... bem... nunca chega a lado nenhum e estagna a evolução da alma em questão.

Mas para reavaliar a importancia do UM. Façamos o seguinte exercício. Visualizemos um vazio simbolizado pela cor negra. Algo surge, simbolizado por um ponto branco.
Este ponto branco, é apenas um elemento, mesmo que mais tarde dele surja outro. O primeiro é sempre o primeiro. Até nas concepções pagãs encontramos sempre primeiro um Deus ou Deusa primordial que gera o seu consorte. A primeira existe é eterna, os seguintes... já nem tanto. Rolling Eyes


Malux escreveu:
Eu já pessoa moralmente aceitavél, quer dizer não cometo as faltas mais graves como roubar, matar, etc...
Eu preciso sim de evoluir noutros campos não morais, preciso de evoluir intelectualmente, preciso de apreender a enfrentar os meus medos, combater a minha preguiça, etc...
Acho que os outros podem viver perfeitamente com o meu grau de evolução moral, quer dizer, não dou muito para caridade.
Ajudar os outros passa por atenuar-lhes o sofrimento?

O amigo Malux? Moralmente aceitável?! Essa afirmação só por si já é um atentado à moral! Laughing Laughing Laughing
Fora de brincadeiras. O que referiu sobre o domínio interior é verdadeiramente isso que concebo ser necessário nesta fase evolutiva.

Malux escreveu:
Há dois casos de sofrimento:
1- Sofrimento Necessário - Se é sofrimento necessário para as outras pessoas apreenderem a lição, porque vou tirar-lhes o sofrimento?
2- Sofrimento Desnecessário - Se é sofrimento desnecessário porque Deus todo poderoso não ajuda já que ele é infinitamente mais poderoso do que eu?

Correu uma apresentação Powerpoint por e-mail há uns anos que infelizmente não guardei. Falava de uma borboleta que se encontrava a sair do seu casulo. Um rapaz ao ver toda aquela luta, entre o casulo e a borboleta compadeceu-se do pobre animal e rasgou o seu casulo, de forma que ela se libertasse daquele enredo tão custoso. Ao fazer isso notou que as asas da borboleta estavam enrogadas, ela tentava voar mas caia sempre no chão. O rapaz voltou a apanhá-la vezes e vezes sem conta até que levou-a para casa... lá constactou que as asas da borboleta estavam atrofiadas. Decidiu informar-se sobre as borboletas, para ajudar a sua nova amiga. No meio daquela informação começou a chorar... descobriu que todas as borboletas têm que passar por aquele processo árduo para que as suas asas abrissem convenientemente. A borboleta morreu após algumas horas.

Se Deus fizesse isso... não se beneficiaria nem a ele, nem a nós. Igualar-se-ia ao rapaz que inocentemente tentou fazer o trabalho da natureza da borboleta. Onde acabou morta.

Malux escreveu:
Por outro lado, se a individualidade fosse aniquilada também perderia graça.
Quando perguntei porque não nascessemos já perfeitos o EGOSUPRI disse que havia prazer em fazer o esforço, ora ai está pois bem o objectivo da realidade: fazer o esforço, lutar, mas sem nunca perder individualidade.

Se tivesse lido isto antes... não tinha escrito o paragrafo acima! Isto já são as 3:00 da madrugada.

Malux escreveu: Como Crowley diz:
"A alegria da vida consiste no exercício das próprias energias, o crescimento contínuo, a mudança constante, o gozo de cada nova experiência. Parar significa simplesmente morrer. "

Se chegamos a um fim já não há mudança, nem crescimento.

Como eu concordo com essa frase do Crowley.
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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  Malux em Sex Dez 28, 2012 9:57 am

EGOSUPRI escreveu:
Sem sentido, não há ordem. Aquele que não coloca metas à sua frente nunca andará para a frente. Até os animais têm pequenas metas, mas elas não vão muito além da reprodução, alimentação e protecção. O Homem, para além dessas têm outras preocupações mais sofisticadas, uma delas são as suas aspirações espirituais (quiçá as mais elevadas ou mais difíceis de concretizar). Não quer dizer que nós saibamos exactamente em que consiste a derradeira meta espiritual, neste ciclo de desenvolvimento. Mas fazemos uma "pálida ideia". E ela impele-nos a agir para caminhar em direcção dela. Se não levasse não produziria efeitos nenhuns, nenhum homem se dedicaria a melhorar o seu conhecimento, a mudar o seu estilo de vida, os seus hábitos, a dominar as suas emoções, etc. Ter um objectivo ou meta a cumprir é tão escravizante como não ter nada a alcançar. Um é escravizado pelo intelecto, outro pelas necessidades físicas e rudimentares do corpo físico. Aquele que escolhe o modo como quer viver é senhor de si próprio, quer escolhendo o plano ideológico ou material, pois é ele quem escolhe.


Eu posso definir um sentido para mim próprio e não preciso de um Deus para isso.
Quer dizer alguns dos antigos diziam que o homem não tinha a habilidade da razão, e essa só a Deus pertencia. O Lutero dizia que a razão era a "whore" do diabo.
Agora o EGO SUPRI também não queira tirar outra habilidade perfeitamente humana e coloca-la num Deus intagivél.

Queres o fundamento da minha afirmação?
O homem é um ser que vai além instinto, e o EGO SUPRI já referiu isso.
A raça humana já construiu por si vários hábitos culturais propositos e acho que um pouco absurdo afirmar que todos esses sentidos têm origem divina.
Alguns desses sentidos até são totalmente errados no ponto de vista moral.
A própria necessidade de homem por religião demonstra a priori que ele não têm nenhum sentido definido, por isso mesmo procura criar esse sentido através das mais variadas práticas religiosas.
Os homens criaram Deus para lhes definirem um sentido, não o contrário.



EGOSUPRI escreveu:
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Malux escreveu:
Um ciclo mais perfeito em que pessoas tomaria sempre a opção mais perfeita no ponto vista moral, então não haveria muita escolha.

Não só no moral. Provavelmente os nossos tecidos físicos seriam mais resistentes, mais eficientes contra o tipo de doenças que temos hoje.
A grande Inteligencia, que tudo guarda em si, na sua memória Akashica, encarregar-se-ia de fornecer-nos melhores "códigos" para a nossa formação em todos os sentidos, tal qual como nosso subconsciente.

O que estou a tentar dizer é que não precisamos ser todos moralmente perfeitos para vivermos bem.
Se o cidadão comum fosse metade moralmente perfeito e não matasse, não roubasse, não tivesse uma ganância desmedida o mundo não seria assim tão mau.
Para mim a mania da perfeição moral é como uma mania da limpeza excessiva.


EGOSUPRI escreveu:
Mas para reavaliar a importancia do UM. Façamos o seguinte exercício. Visualizemos um vazio simbolizado pela cor negra. Algo surge, simbolizado por um ponto branco.
Este ponto branco, é apenas um elemento, mesmo que mais tarde dele surja outro. O primeiro é sempre o primeiro. Até nas concepções pagãs encontramos sempre primeiro um Deus ou Deusa primordial que gera o seu consorte. A primeira existe é eterna, os seguintes... já nem tanto. Rolling Eyes

Essa analogia é falsa. Repara que antes de 1 ponto, já existia o vazio preto, ou seja, o nada.
E porque teria de aparecer 1 ponto primeiro? Porque não apareceram antes 2 pontos simultâneos?
A partir do zero os números criam-se aos pares.
Se existe o 1, também existe o -1 para o balanço permanecer o mesmo.


EGOSUPRI escreveu:
Malux escreveu:
Há dois casos de sofrimento:
1- Sofrimento Necessário - Se é sofrimento necessário para as outras pessoas apreenderem a lição, porque vou tirar-lhes o sofrimento?
2- Sofrimento Desnecessário - Se é sofrimento desnecessário porque Deus todo poderoso não ajuda já que ele é infinitamente mais poderoso do que eu?

Correu uma apresentação Powerpoint por e-mail há uns anos que infelizmente não guardei. Falava de uma borboleta que se encontrava a sair do seu casulo. Um rapaz ao ver toda aquela luta, entre o casulo e a borboleta compadeceu-se do pobre animal e rasgou o seu casulo, de forma que ela se libertasse daquele enredo tão custoso. Ao fazer isso notou que as asas da borboleta estavam enrogadas, ela tentava voar mas caia sempre no chão. O rapaz voltou a apanhá-la vezes e vezes sem conta até que levou-a para casa... lá constactou que as asas da borboleta estavam atrofiadas. Decidiu informar-se sobre as borboletas, para ajudar a sua nova amiga. No meio daquela informação começou a chorar... descobriu que todas as borboletas têm que passar por aquele processo árduo para que as suas asas abrissem convenientemente. A borboleta morreu após algumas horas.

Se Deus fizesse isso... não se beneficiaria nem a ele, nem a nós. Igualar-se-ia ao rapaz que inocentemente tentou fazer o trabalho da natureza da borboleta. Onde acabou morta.

Qual a parte de sofrimento Desnecessário que o EGO SUPRI não leu?
Se é Desnecessário por definição não têm qualquer utilidade.
O exemplo da borboleta cabe na categoria de sofrimento necessário.

EGOSUPRI escreveu:
Malux escreveu:
Por outro lado, se a individualidade fosse aniquilada também perderia graça.
Quando perguntei porque não nascessemos já perfeitos o EGOSUPRI disse que havia prazer em fazer o esforço, ora ai está pois bem o objectivo da realidade: fazer o esforço, lutar, mas sem nunca perder individualidade.

Se tivesse lido isto antes... não tinha escrito o paragrafo acima! Isto já são as 3:00 da madrugada.

Malux escreveu: Como Crowley diz:
"A alegria da vida consiste no exercício das próprias energias, o crescimento contínuo, a mudança constante, o gozo de cada nova experiência. Parar significa simplesmente morrer. "

Se chegamos a um fim já não há mudança, nem crescimento.

Como eu concordo com essa frase do Crowley.

Pois, podes concordar com essa. O que queria é que respondesses as críticas do Crowley sobre monoteísmo que coloquei no mesmo post. Essas de certeza que já não concordas e não venhas dizer que sim.

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Re: Há alguma meta para a Criação?

Mensagem  Tininha em Sex Dez 28, 2012 11:56 am

Malux, sem rodeios, podes sff responder aonde queres chegar ou demonstrar, com o monoteísmo?
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Re: Há alguma meta para a Criação?

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